Os "isentões" da Câmara: vereadores fogem do voto e sessão termina sem quórum

Na sessão desta segunda-feira (25), a Câmara Municipal de Campo Grande protagonizou mais um episódio de falta de compromisso com o trabalho legislativo. Durante a discussão e votação do Projeto de Lei n. 11.443/24, que denomina uma praça na Vila Palmira, os vereadores André Salineiro e Herculano Borges demonstraram que a omissão virou estratégia na Casa de Leis.
O vereador André Salineiro tentou se esquivar da votação alegando que seu nome estava citado na justificativa do projeto como “ativista político” e por ter sido vítima da “falta de vacinas da Covid”. A tentativa de se abster foi rapidamente rebatida pelo presidente da sessão, vereador Papy, que advertiu que não existe essa opção de simplesmente não votar.
No entanto, ao invés de seguir com a obrigação parlamentar, o ex-deputado e atual vereador Herculano Borges foi além: sugeriu a criação de um dispositivo que permitisse aos vereadores “não votarem”, institucionalizando a omissão dentro da Casa.
O desfecho da sessão reforçou a falta de compromisso de parte dos vereadores com o trabalho para o qual foram eleitos. Sem quórum suficiente, o projeto sequer foi votado. Ou seja, enquanto a população espera atuação e decisões concretas, alguns parlamentares preferem se esconder na indecisão e no esvaziamento da Câmara.
A ausência de vereadores e a tentativa de fugir do voto evidenciam uma Câmara cada vez mais distante dos interesses da sociedade. Se nem uma simples nomeação de praça consegue ser resolvida, como esperar que esses mesmos vereadores tenham firmeza para votar projetos que realmente impactam a vida do cidadão?
A população de Campo Grande precisa cobrar mais seriedade e comprometimento daqueles que foram eleitos para representar seus interesses. O parlamento não pode ser um refúgio para os que querem se isentar de responsabilidade.
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